Wednesday, September 14, 2005

Tungstênica




Sento agora, um pouco eu sinto.
Um pássaro me contou que as coisas do lado de lá estão mais verdes, ou, pelo menos, com mais nuances de verde.
E agora, com a minha cara já tão batida, eu brando meu osso encapado de carne a que chamam dedo em frente à cara da tropa de choque.
Terá o mal nos assolado sempre?
Ou desde sempre somos incapazes de fazer justo juízo das coisas?
Cada vez mais percebo que o que perece é a eternidade.
E a Bic continua lá, com sua incrível esfera de tungstênio.

4 comments:

Rafaella Marques said...

gostei tanto...

Blogger News said...

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Andrew Knoll said...

Shrimp

Meus dentes são corais (há areia entre eles), e o calor preteja pouco a pouco minha pele. Tenho na boca a estrela-(noturna)do-mar, e nos dedos gelras.
Danço por vezes infiltrado, e a trago arrastada pelos cabelos, depois de furtivo gesto, e arrasada a tribo... e eu derramo-lhe meu suor velado.
Tomo-a pela mão, e nós dançamos a noite toda, eu a gritar e praguejar contra a terra, tendo sempre os pés n’água. Sirvo-lhe de guia nesta ocasião, e a conduzo para o êxtase. Já compartilhamos o licor da Jurema. Agora só falta o abate.
Posso ver em seus olhos o vermelho-sangue, arfando o peito.
Das florestas, mais uma virgem de calcanhar nu e todo o resto... por pouco tempo!

Rachel Glitter said...

gostei de duas coisas! a foto e a bic!