Monday, June 18, 2007

Eu não sou uma boneca de borracha!


Quando meus olhos resolvem falar, meu coração se cala.

E eu quero sugar a medula do mundo!

Desenvolver novas técnicas de divulgação do amor, porque a loucura, boa marketeira, se divulga por si própria.

Sinto o feto de Deus revirar minhas entranhas, semente divina.

Mantenho a trilha florida à distância, por hora prefiro a companhia dos espinhos.

Sendo eu mesma uma bandoleira nata, obviamente que sempre ajudo na fuga dos pistoleiros.

Sangue cigano, espírito nômade, fui assassinada com seis tiros a queima-roupa.

Vivo a vida, seqüência interminável de dias recheados de confusão mental plena e apoteótica.

Mas não se pode ser uma débil mental hoje em dia, pode?

Desde quando operará a humanidade sobre matéria envelhecida?

Matéria envilecida.

Minha mediocridade morreu.

Em todas as esquinas vêem-se montes de lixo sendo atacados por gatos esqueléticos matando uma fome insaciável.

Meu quarto cheio de folhas secas, uma mulher que soluça na escuridão é uma mulher precisando de amor.

Estou sendo atacada.

Logo eu, a sertaneja!

Logo eu, cujos dentes formam a escadaria perfeita para o teu amor.

Logo eu, tão estimulada.

Eles não conseguirão me deter!!

Eu juro!!!

Continuarei a ser tua humilde criadinha, numa saga de luxúria, violação, culpa e remorso.

De vinho, terra e sangue.





Eu sou Alice.

Este território é meu.

O País só é das Maravilhas porque a referência sou eu!

Eu sou Alice, isto me basta.

1 comment:

Léo said...

Cu de boi.